Epitaphs


Domingo , 03 de Julho de 2011


felicidade forçada

deixei a porta aberta
pra você vigiar de perto o meu fastio
o meu desgosto encheu a casa.

bati a porta pro mundo
só pra te dar o prazer de abrir com força
os meus olhos, ouvidos e pensamentos.

não quero arrumar coisa nenhuma.
podem desmontar suas vidas ao meu redor,
tentando me arrastar para o seu rancor

que nessa eu não caio,
porque não tenho culpa, não tenho medida
e a mim mesma, também não tenho.

Escrito por Calíope às 17h14
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Sábado , 07 de Maio de 2011


Um leste possível

Fabriquei um leste possível
Numa madrugada de lentes gastas,
cujos reflexos teceram traços celestes
de estrelas cadentes,
acalentando retinas exaustas.

Escrito por Calíope às 02h26
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Quinta-feira , 07 de Abril de 2011


Parada final

Perdi o bonde.
Contudo,
o seu arrastar apressado ainda canta
no meu peito desterrado.
E segue o bonde, agita o ar,
levando meu assento vazio - inútil bagagem!
Estéril, igualmente, o peso desse meu coração
de há muito descarrilado.

Escrito por Calíope às 00h09
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Segunda-feira , 07 de Fevereiro de 2011


Tormento de uma ímpar crueldade:
A cada átimo em que procuro, incessante,
Do meu bem-querer aproximar-te
Tolhe-nos a densa mão da brevidade!

Do condenado, a adoração lhe cobra dízimo
A antever certo talvez, um refrigério
Porém, os restos do meu sonho feito ínfimo
Esparge o tempo, os relega ao despautério

Seguimos dois, em desconcerto compassado
Cessou a dança, inobstante, permaneço
Aos teus passos circunscrita, mau reflexo

Estranho voto, de promessas desinteressado
Que me atira à conclusão a qual mereço:
Tua sempre, devoção desvestida de esperança
ou preço.

07-02-XI

Escrito por Calíope às 18h57
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Domingo , 23 de Janeiro de 2011


Leitura Metafórica

são horas bem vindas
lágrimas reviradas
de livros nunca lidos
mas compreendidos
desde o cerne da capa
ao âmago da página do meio

são flores imersas
nas produndezas da terras
com suas raízes
entranhadas até o liquido ventre
inerente a tudo o que não se espera

a feliz e eterna angústia
de abrir na página certa
a capa menos esperada
e menos ainda se espera
ou ainda menos se sabe
quando ou se
a capa desgrudará do miolo com o uso.

Escrito por Samas às 13h45
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Elas x Elas = Ela Mesma

Eu estou aqui
Eu sou a cada jeito
A aluna
A filha
A colega
A amiga
A falsa amiga
A companheira
Inimiga
Eu sou a ladra

Eu sou o riso
A tristeza na totalidade
A inequidade dos equíveis
Eu sou o quente
Eu sou o frio
A lágrima
A lástima
O cinismo de dizer "não fui eu"
A firmeza pra dizer que caiu
Sou o ruir
A falsa donzela

Eu sou eu
Eu sou ela
Eu sou mesmo
Aquela que todos dizem
Eu estou aqui...

Escrito por Samas às 13h44
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Terça-feira , 28 de Dezembro de 2010


Peito Aberto

Em passos certos, seguros

O furo do que ficou pra trás

Sem marcas aparentes

Apenas os arranhões

Das unhas d'alma

Sobressalentes ao sorriso

 

Em pontos exatos, precisos

Infindas interrogações

A um porque tão vazio

Quanto um copo sem  água

E um corpo com sede

Sedento de paz

 

Onde tudo pode ter um fim

E recomeçar

Desde onde as pequenezas

Não se possa enxergar

Até quando se faça o sorriso

Aos montes e ao sol

Brilhar...

Sem sombras à frente

E quanto ao peito...

Sempre...

Aberto!

Escrito por Samas às 23h39
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Quinta-feira , 23 de Dezembro de 2010


Desabafo

De tantas primaveras

E poucos numerais

Privado da livre passagem

 

Aspirante ao retorno

Ansioso, todo atroz

Calado em sua neutralidade

 

E vê...

Que andando pra frente

Não se fica atrás

Parado

De tanto sonhar ar livre

Se vê comprimido

Num princípio de vácuo

 

Evacuar

Toda essa ingrisia

De ser difícil ao que se quer

 

Mais fácil é estacionar

Fechar a cara para tudo

Deixar a vida não levar

 

E ser...

Tão inocente

Mesmo sendo

Pura verdade

Ainda que se diga não

Ao passo que o silêncio

Sarcófago da solidão.

 

211210

Escrito por Samas às 00h10
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Segunda-feira , 20 de Dezembro de 2010


Sudoku (O Enfermo Progenitor)

Hipinotizada

Pela grade de poucos numerais

Ela viaja

No bom sentido da palavra

Pelos umbrais da vida na Terra

Do sofrimento de quem não vive mais

 

E vez enquando

Quando em vez

Acerta em cheio o número da hora

Outrora erra

E apaga pra corrigir

Com o desejo desconhecido

De consertar a (sua) vida de vez

 

Enquanto chora

Em seu silêncio matemático

Enterra certeira aquele que sofre

Junto com todo o sentimento do pacote

E a gota salobra lava o rosto

Com a verdade penetrante

 

É quando toca o telefone

E a mais próxima anuncia

Que aquele vive mais do que sofre

E radiante e descrente da partida

Completa a grade numeral

Com a velha (agora) certeza adormecida...

 

A Mariangela Espindola

171210

Escrito por Samas às 21h58
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desalento

meus olhos sorriem

com a vida que se segue

com os nortes que vão se dando

e são verões e são só flores (ao que parece...)

 

minha cabeça está zunindo

de opostos credores

ao passo que de um pé se anda bem

do outro se vai bem mal

 

minha alma chora

com o fogo dentro do peito

sufocado com o silêncio

que não mais fala, que não mais olha

 

Nem toca

Nem encosta mais os lábios nos meus

Sai pela porta como quem dá um adeus

E retorna silente da vontade de ficar

Derrota da vitória

Num emaranhado de espinhos

Que sangrarei eterno pelo caminho

Enquanto a espera for a solução

Do desalento.

 

191210

Escrito por Samas às 21h51
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Sexta-feira , 17 de Dezembro de 2010


aos ausentes


não chorarei, eis que contada
cada mágoa, cada lágrima
racionada


neste meu peito, já muito gasto
somente a ausência
reclama espaço

somente o gosto ansiado
de uma tecida saudade
faz cansaço


aos meus ausentes,
que, de bom grado, povoam-me
as vãs vigílias

-tais como jacentes mobílias
em surreais ante-salas, assim
fossilizados-

meu mal-ensaiado aceno,
um olhar de carências pleno,
e um intranqüilo
"muito obrigado".

Escrito por Calíope às 02h23
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Sexta-feira , 03 de Dezembro de 2010


Fruto do Desejo (Deixa Ser)

Se a gente sabe o que se é

Então deixa... deixa ser...

E segue levando a diante

Com os ventos de sopros direcionais

Sobre tudo o que será

No encaixe dos desejos universais

 

E se a gente sente puramente de verdade

Se ilumine nesta onda de certezas

Navegando às veredas do que virá

Será de certo o que se almeja

Se deseja de tanta fé e necessidade

Então deixa... deixa ser...

 

Virá!

Tudo aquilo que alinhadamente se quiser

Somos todos apenas fruto de todo desejo

Desde ao amor ao desgosto inicial

Mas do desejo divinal de sermos o que desejamos

Espelhando o que se é

 

E a gente sabe o que se é...

Então deixa... deixa ser!

Escrito por Samas às 22h35
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A Caminhada

As vezes chove e você se depara...

Com um monte de pinguinhos

A regar sua cuca

Tão fértil e nublada da vida

 

E caminhando desapercebido pela rua

Enxarcou-se em seus próprios pensamentos

Nem tormenta, nem pesar... só a chuva

De seus olhos cegos de não enxergar o sol

 

lágrimas, bem na chuv

é só abrir o guarda-chuva

que sempre esteve na mochila

e o sol começa a aparecer

 

sorriso, bem mais à frente

já entra em casa radiante

e todo aquele tempo de outrora

mudou em terra bem fecundada

 

Já agora, não chove mais como antes

Nadando em momentos delirantes de prazer

Das lágrimas convertidas em felicidade

E agora está sentado na varanda

A descansar a tempestuosa caminhada.

Escrito por Samas às 22h28
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Sábado , 13 de Novembro de 2010


nunca parei de te gostar
nunca deixei de procurar
estar no teu olhar

(aquele que tanto quis
e que você pra mim guardou
e se esqueceu toda-vida
de usar)


de te buscar em segredo
sem qualquer réstia de chance
de te ter ao alcance

e nem de tentar escapar
a esse agro degredo
e, alheia ao teu devaneio,
ir no teu mundo habitar

13-11-10, 01:31

Escrito por Calíope às 01h38
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Quarta-feira , 03 de Novembro de 2010


Um Sopro de Tempo

O tempo é um sopro

Um assobio sangrento

De lágrimas puras e vis

Um covil de plumas

Em meio ao roreiral

 

Erroneamente delineado

Este vento se torna torpe

Lento diante das páginas sedentas

Adormecidas ao toque do delírio

 

Eis a começada novidade

Desde quando adormecido

O tempo se mostra sonolento

Aos roncos dos ponteiros sibilares

 

É mister

Enquanto haja a vida

Nunca haverá a pressa

Nem a reza dos dias atrás

 

Mas eis que sombrio surge o dia

Na mais completa calmaria

De um veleiro na rota traçada

Num mar de segundos bem vindos!

 

081010

Escrito por Samas às 21h19
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Sexta-feira , 29 de Outubro de 2010


Prima Imagem

 

Querida Mariana

Naqueles dias tão normais

Chovia, chovia

E quando o sol saía

Também fazia sol

 

Calor das tempestades

De outono

Sem dono do clima e do tempo

Seu tempo, Mariana

Puritana e louca de ver

 

Que nos dias que o sol nasce

Faz sol, cai chuva

E muda de repente em um tempo bom

Desnuda toda cortina azulada

E o prata das nuvens carregadas

Lustram o céu ao brilho do sol

 

Após que tudo, prima minha

Querida Mariana

Se faz na terra soberana

De que o tempo não tem destino

E contudo, o clima é incerto

Mas chove, chove..

Outrora sai o sol.

 

271010

Escrito por Samas às 00h16
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litania


piedade, senhor,
dessa insônia cínica
desse susto crônico
dessa acrimônia
dessa teimosia
em ser realista


tende piedade, ó deidade,
dessa ansiosa
insanidade
dessa insidiosa
oportunista


já não me resta
anseio são, clemência!
lembrança, cede-me
a tua mais completa
e elegante
ausência


que já não posso mais
com minha mesma
assoberbada
consciência.

29-10-10, 03:28

ressurgimos!

Escrito por Calíope às 23h45
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Domingo , 06 de Fevereiro de 2005


Ciclo Primavera

Em primavera de verão q se começa
Laços e afetos que se cegam
Em primavera se ão de completar
E que um deles no verão se completa em primavera

E em sempre se diz: é lúdico, meu lúdico e ímpar
De extremos e cópias idênticas e assimétricas
Que então nos faz em fita e dista o que se vê
Mas se sente em linhas e almas...

Em mais um ciclo: o primeiro que me passa
Mas é mais um clico de primavera fértil
Que se cresce cada vez mais e se vigora
Se é voraz dos próprios ímpetos... ínfimos... alteros

É primavera... mais uma que se passa em brasa
Em calor no visso e no brilho da vida
Que tanto se há de brilhar... que já brilha
É sua primavera... que a minha também virá... E a nossa em eterno!

Feliz Aniversário!

De Samas, para Raziel

Escrito por Samas às 14h37
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Sábado , 05 de Fevereiro de 2005


poema de aniversário

a cinza síntese
oculta sob as áridas areias,
deserto dos espaços,
são letras
são laços
de tinta, sangue
e sal,
raziel.
são folhas
de beleza exangue
entregue
necessária
infinda e
fatal.

raziel: feliz aniversário!

Escrito por Calíope às 14h26
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Sexta-feira , 24 de Dezembro de 2004


____salve as flores____

Das substâncias mais ácidas e credos mais brandos, dou-me luz.
Da cruz mais encardida e males vulcânicos tornei-me cru.
A estupenda maldição de ser humano, de intercalar a vida e a morte,
entre a morte-vida, é inerente a qualquer um.
Sei poucas palavras,
Porém delas torno-me suficiente, [em lânguido truque] e com a saliva do cão de Lazaro abri-me em lótus.
Curei-me à beleza. E da cor dos lírios sou atônico.
Morri e renasci tantas vezes,
nem fênix sou, não sou mito,
não sou papel, muito menos papiro.
Sou folhas, e como elas, sou delas, sem raiz, nem pretensão.
Não sei e sou e sei demais de mim, sou excesso, sou ego.
E como folhas em flores renego.

Escrito por Raziel às 16h52
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____caracols____

Se todo brilho descerra em um sorriso, esse é o seu.
Se em caracóis, mais linda moldura,há um semblante, é nele tão seu.
Lânguida em lábios, festiva em gestos.
Maravilham eles às íris, que em luzes de um sempre verão, emergem mar seu olhar..
Ela flutua nas águas de Ena, colhendo lírios e violetas, corais em pérolas e caracóis em pétalas. É meu diamante que me alumeia. É minha tendência, minha pendência, é minha distância em calvário.
São apenas palavras em espiral, em película, em cena sem luz.
Louvo-te em Perséfone, e amo te me andaluz.

[com carinho para Carol::feliz aniversário atrasado]

Escrito por Raziel às 16h51
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Sábado , 11 de Dezembro de 2004


NÓ CEGO (DIÁLOGO NO ESCURO)

* ESTOU AQUI
+ ESTOU TAMBÉM
*+ ESTAMOS
+ VOCÊ CALOU, ESTÁ MAGRO
* CALEI, MAS A VOZ VOLTA, É FASE
+ SERÁ QUE FOI DEPOIS DAS FOLHAS?
* NÃO FOI, ME SINTO ASSIM FAZ TEMPO
+ VOCÊ NÃO ESTÁ BEM
* ESTOU SIM, UM POUCO...
+ NÃO ESTÁ!
* ESTAMOS SIM
+ VOCÊ SENTIU O CANAL ONTEM?
* MAIS OU MENOS; SISTEMÁTICO
+ EU O ACIONEI ONTEM
*+ NÓS SOMOS O CANAL, INDEPENDE DE ACIONAR
+ EU SEI QUEM VOCÊ É
* VOCÊ NÃO SABE QUEM É VOCÊ, NÃO AINDA, SÓ POR PARTES
*+ NÓS NÃO SABEMOS QUEM VOCÊ É
+ NÓS NÃO SABEMOS QUEM É VOCÊ
* NÓS NÃO SABEMOS QUEM EU SOU
* NÓS NÃO SABEMOS QUEM VOCÊ É
*+NÓS NÃO SABEMOS QUEM NÓS NÃO SOMOS...
+ EU SOU VOCÊ
* VOCÊ SOU EU
+* EU SOU EU.
+ MAS SEI O QUE SINTO
* SORTE SUA
+ AMOR
* POR VOCÊ EU SEMPRE SEI... PRA VOCÊ TAMBÉM...
+* AMOR
*+ FRATERNOS... ALÉM...
* SORTE SUA EU NÃO SINTO...
+ SORTE MINHA? SUA TAMBÉM!
* EU INCUTO SENTIMENTOS
+ VOCÊ SENTE SIM
* TALVEZ...
+ MAS NÃO QUER AGORA.
* EXATO!
+* MAS NOS SENTIMOS...
+ É O QUE IMPORTA.
* É O QUE IMPORTA.
+* SOU NÓ CEGO...
+ SOMOS...
* SOMOS...
+* CEGOS!

Escrito por Samas às 19h32
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Sábado , 04 de Dezembro de 2004


____preludio de chuva____

dedos, meios e teclas eles tinham.
mas ela e o piano não tocaram pra mim.
mesmo assim sentia notas em cada silaba,
e cada gesto era Chopin.
não, não pedi. Quis.
e seu prelúdio em sim
choveu sobre mim.

[para debora:: te amo]

Escrito por Raziel às 23h21
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____Reversível____

Retangulada em branco turvo e retinta luz. Carregando dedos apreensivos à esquerda, juntos aos quadros e quadris, e quadrados à direita incumbidos a anoitecer os derramados louros livres fios, sobre os ombros nus de linda lisa pele, pele em pêlos cintilantes, que embalam um todo tanto mulher, sob tres luzes, que em sombras pendulam passos curtos, eretos e precisos, ressoando ecos de sincronia em pulsação, da chegada a seu recinto.

Escrito por Raziel às 23h21
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____Romãs(ou "Ode as crianças")____

Elas, de passos em passos, pegadas rápidas, encalçam panos e borrachas, e riem, riem de sis. Um deles já fui, quero ser ainda, mas não posso. Alem do perdão, que eles, meus redentores não sabem, creio que não querem saber, não é tempo, não há tempo. Eles, são flores e romãs. E eu folhas. Salve as flores.

Escrito por Raziel às 23h20
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Histórico